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Português atualizado

Mais fácil de ler

Mais fácil de entender

Tradução de José da Costa Brites

e de Maria da Conceição Brites

DESCRIÇÃO DA OBRA

Esta nova tradução de “O Livro dos Espíritos”, foi feita diretamente da língua francesa, de modo a torná-lo acessível a todas as pessoas que falam a língua portuguesa dos dias de hoje.


Destina-se tanto a leitores espíritas como não espíritas, tendo sido o prefácio dos tradutores especialmente redigido para pessoas não espíritas, para lhes dar a conhecer as condições mínimas essenciais para aceder à mensagem da obra e seus ensinamentos.


Em Kardec, fé em Deus e na Humanidade


As breves mas claríssimas palavras de Allan Kardec, que empolgam o leitor, são uma prova corajosa de fé na Humanidade que crê em Deus e se deseja senhora de um futuro risonho, liberto de carências e injustiças, isto é, num mundo onde reine a solidariedade, a previdência e onde haja trabalho e pão para todos.

Se esse comentário fosse transposto para a constituição político-económica das nações renovaria a face do mundo e seria alicerce da Paz: estas, como tantas outras palavras de Allan Kardec escritas neste livro, poriam em marcha a verdadeira e tão distante REGENERAÇÃO DO PLANETA.


À descoberta de “O Livro dos Espíritos” ‒ obra viva, obra aberta!…

cultural, publicadas no fim do mesmo e designadas como “Notas finais”. Têm a finalidade de esclarecer certas palavras e ideias que se encontram deslocadas ou desatualizadas, devido à antiguidade histórica do escrito original. (...)

Esta nova tradução de O Livro dos Espíritos, da autoria de Hipólito Leão Denisard Rivail, sob o pseudónimo de Allan Kardec, foi feita pelos abaixoassinados diretamente da língua francesa, conforme a segunda edição original de 1860, de modo a torná-lo acessível a todas as pessoas que falam a língua portuguesa dos dias de hoje, isto é, do ano de 2017. 

INTRODUÇÃO DO PREFÁCIO DOS TRADUTORES

Destina-se tanto a leitores espíritas como não espíritas, tendo sido este prefácio especialmente redigido para pessoas não espíritas, dando a conhecer as condições essenciais para aceder à mensagem da obra e aos seus ensinamentos. Além da renovação linguística, esta versão do livro contém algumas dezenas de comentários de contextualização

AMOSTRA DO LIVRO E PAGINAÇÃO

recente, procuram dar alguma ideia da grandiosidade providencial e ativa da Terceira Revelação, chave para tantos “enigmas” e para entendermos a atual fase de óbvia transição vivida pela Humanidade terrena. Apresentado agora em Português de Portugal o livro-base de tão significativa Revelação, feliz augúrio dum labor a continuar _ bem hajam, senhores Tradutores e senhores Editores, pelo relevante préstimo à nossa comunidade.


João Xavier de Almeida Gaia, 

1/Março/2017

EXCERTO DO PREFÁCIO À TRADUÇÃO PORTUGUESA

POR JOÃO XAVIER DE ALMEIDA

A ideia de prefaciar esta tradução de O Livro dos Espíritos para Português luso, por deferente convite dos Editores, quase intimidou a desvalia inteletual do convidado. Com fortes razões: a grandiosidade da Obra original de 1857, pelo conteúdo e metodologia inovadores; a sua tradução esmerada, fiel, valorizada com notas dos eruditos Tradutores a contextualizar cultural e semanticamente, nos nossos dias, alguns termos de há século e meio. (...)

Estas pinceladas de historiografia contemporânea, e também mais 

Maria da Conceição Brites:

n. 1942 em Cernache do Bonjardim, tendo vivido em Leiria até à idade adulta, onde conviveu com várias pessoas interessadas pela cultura espírita. Fez o Curso Geral de Comércio e o antigo 7º ano dos Liceus. Desenvolveu o conhecimento de línguas tendo obtido o diploma de Guia-Intérprete em 1963. Foi intérprete e correspondente. Além de outras línguas, estuda, fala, lê e escreve o francês há cerca de 60 anos. Foi funcionário do Banco de Portugal em Ponta Delgada, Açores e em Coimbra, até 1989. Dedicou-se às artes plásticas e ao jornalismo cultural (costabrites.com). Interessa-se muito, como independente, pelo espiritualismo científico como filosofia com objetivos morais. Como divulgador mantém, entre outras, a página designada “espiritismo cultura” ao qual pode aceder clicando no botão a seguir:

OS TRADUTORES

n. 1944 em Juncal de Porto de Mós, fez estudos liceais em Leiria e licenciou-se em Geografia, que frequentou em Lisboa e em Coimbra. Completou como professora de diversas cadeiras e orientadora pedagógica um vasto curriculum de que se reformou em 2007. Pertence à geração de portugueses que tiveram o francês como segunda língua. Tem seguido o estudo do espiritismo pela leitura em francês dos textos originais de Allan Kardec. Frequenta um centro de estudos espíritas. São casados desde Setembro de 1968. Têm dois filhos e dois netos. Não são membros de qualquer organização religiosa, ideológica ou política.

José da Costa Brites:

Nasceu em Lyon, França, a 3 de outubro de 1804 e desencarnou, em Paris, no dia 31 de março de 1869. Formou-se em Yverdon-les-Bains, na Suíça, com o célebre pedagogo Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou admirador, discípulo eminente e dedicado colaborador. A partir de 1822, quando se instala definitivamente em Paris, o professor Rivail inicia a sua carreira de pedagogo e educador.

Caracterizada pela procura da reforma do ensino público, da aplicação do método de Pestalozzi através de técnicas que valorizassem a ação, o diálogo, a experiência prática e o amor, privilegiando o desenvolvimento integral da criança nos seus aspectos intelectuais e morais. A sua envergadura intelectual e amplitude de conhecimentos podem ser comprovadas pelo facto de ter leccionado praticamente todas as disciplinas científicas que na época tinham cunho positivista. Escreveu diversos livros didácticos, fundou escolas que tinham como modelo Yverdon e foi membro de várias academias de ciência. Em 1854, o seu espírito de investigador interessa-se pelo popular fenómeno das mesas girantes, entrevendo que por detrás das aparentes futilidades tratadas, estaria algo muito mais sério, uma nova lei, uma causa inteligente que ansiava por ser desvendada. Aplicando o método experimental e não aceitando teorias preconcebidas, observou atentamente, comparou e deduziu as consequências; dos efeitos procurava elevar-se às causas, pela dedução e encadeamento dos factos, tal como havia feito nos seus trabalhos anteriores de pedagogia. 

" A educação, se bem compreendida,

é a chave do progresso moral"

O AUTOR

ALLAN KARDEC

A causa dos movimentos veio a concluir tratar-se de almas de Homens que já tinham vivido na Terra e que ansiavam por revelar-se à Humanidade. Em 1857, publicava "O Livro dos Espíritos". Allan Kardec não criou os fenómenos espirituais. Ele estruturou a filosofia Espírita, analisando, discutindo, organizando, dando um enquadramento lógico à informação fornecida; Criou uma metodologia de abordagem científica; Como um educador, direccionou esses conhecimentos para o objectivo de aperfeiçoamento e educação da Humanidade, usando uma linguagem própria da didáctica, sendo simples e sabendo como se fazer entender, sensibilizando a alma e a razão, colocando a Doutrina à disposição de todos sem rodeios linguísticos inchados. Allan Kardec foi o codificador do Espiritismo. Através do estudo dos fenómenos mediúnicos comprovou a existência dos espíritos e a sua capacidade para atuar e interagir com o mundo físico; com a sua filosofia inaugurou uma nova visão sobre o homem, o mundo e a vida.

Noutros casos, tendo em consideração o aspeto educativo e otimista da Doutrina Espírita perante as questões da evolução e de alguns conceitos como sendo Deus, a Lei de Causa e Efeito ou da Reencarnação, algumas palavras usadas por Allan Kardec foram analisadas nos seus sentidos e traduzidas de forma a que o significado final estivesse mais de acordo com essas características da Doutrina.

Exemplo: Perguntas 371 e 372 

“Idiot” 

Qui est dépourvu d'intelligence, de bon sens; Qui, dans une circonstance particulière, agit de façon irréfléchie ou maladroite 


Traduzido por "idiota" nas versões brasileiras. No tempo de Kardec o idiotismo era  considerado uma doença da mente, aquilo que hoje é considerado como uma debilidade mental, termo pelo qual substituímos a palavra idiota. Ter em conta que este termo já passou por várias alterações ao longo dos anos e, provavelmente, outros poderão existir já.


Exemplo: 

“crétins”

Sens 1 - Familier - Personne stupide, idiote.

Sens 2 - Médecine - Personne atteinte de crétinisme (déficience intellectuelle).


Traduzido por "cretinos" nas versões brasileiras. O Cretinismo é uma deficiência mental provocada por hipotiroidismo congénito, forma como era normalmente usada nos meados do Séc. XIX. No entanto, nos dias de hoje, a palavra cretino está sempre associada a alguém estúpido ou de má formação moral, não sendo vulgarmente conhecida como um nome associado a uma deficiência mental.

Para que esta tradução fizesse sentido, teria de acrescentar algo ao leitor português àquilo que as traduções de tradutores brasileiros (sem qualquer demérito para estes) nos trouxeram. Os cuidados e critérios de tradução utilizados nesta obra resumem-se nos seguintes pontos nos quais deixamos alguns exemplos:

NOTAS SOBRE O MÉTODO E OS CRITÉRIOS DE TRADUÇÃO UTILIZADOS NESTA OBRA

Palavras cujos conceitos foram evoluindo e têm hoje uma terminologia mais concreta e acertada aos conhecimentos atuais.

4 .  Interrogativas negativas

1 .  Palavras que envolvem conceitos científicos

Exemplo: Perguntas 368, 639 e 640 - RESPONSÁVEL em vez de CULPADO.


Allan Kardec: 638. Le mal semble quelquefois être une conséquence de la force des choses. Telle est, par exemple, dans certains cas, la nécessité de destruction, même sur son semblable. Peut-on dire alors qu'il y ait prévarication à la loi de Dieu ?

- Ce n'en est pas moins le mal, quoique nécessaire ; mais cette nécessité disparaît à mesure que l'âme s'épure en passant d'une existence à l'autre ; et alors l'homme n'en est que plus coupable lorsqu'il le commet, parce qu'il le comprend mieux. »


A nossa tradução: 638. O mal parece derivar, às vezes, da força das coisas. Em certos casos a própria necessidade de eliminar o nosso semelhante. Pode dizer-se então que há infração da lei de Deus? 

– O mal não é menos mal por ser necessário; mas essa necessidade desaparece à medida que a alma se purifica, passando de uma existência a outra. O homem torna-se então mais responsável quando o comete, porque compreende melhor aquilo que faz.

Exemplo: 

Fluídos - Tudo o que não fosse sólido, o que transcendesse as formas. Trocámos o termo “fluido” por “energia” e torna-se possível manter todos os conceitos de Allan Kardec. Atualmente, fluidos são simplesmente os gases e os líquidos.”

3 .  Dureza da linguagem

Fugir ao critério erróneo da “tradução à letra”, respeitando o fundo e não apenas a forma das palavras.

Uma das características do estilo de Allan Kardec, neste livro de Perguntas/Respostas, é a utilização de frases interrogativas negativas das quais resulta uma afirmativa. Complica substancialmente a arquitetura das frases e exige muita atenção por parte do leitor. Transformámos essas frases em afirmativas simples, sempre que isso não desvirtuava o seu sentido.

2 .  Palavras vulgares

Exemplo:  Introdução VII

Allan Kardec : …Ne voyons-nous pas tous les jours les opinions les plus divergentes tour à tour préconisées et rejetées, tantôt repoussées comme erreurs absurdes, puis proclamées comme vérités incontestables?


José Herculano Pires: (Tradução mantendo a interrogativa negativa) ─ Não vemos diariamente as opiniões mais contraditórias serem preconizadas e rejeitadas, repelidas como erros absurdos e depois proclamadas como verdades incontestáveis?


Nossa tradução (na forma afirmativa) : …Todos os dias se observam as mais divergentes opiniões, alternadamente propostas e rejeitadas, ora negadas como erros absurdos, ora proclamadas como verdades incontestáveis.



Exemplo: pergunta 882

AK : L'homme a-t-il le droit de défendre ce qu'il a amassé par le travail ?

Dieu n'a-t-il pas dit: Tu ne déroberas point ; et Jésus : Il faut rendre à César ce qui appartient à César ? 


JHP: O homem tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho?

Deus não disse: "Não roubarás"? E Jesus: "Dai a César o que é de César"?


A nossa tradução: O homem tem o direito de defender aquilo que amealhou pelo trabalho?

– Deus disse "Não roubarás". E Jesus disse "Dai a César o que é de César".

Exemplo: Comentário à pergunta 70 e pergunta 466

“entretenir” 

Faire durer quelque chose, faire qu'il se maintienne; Maintenir quelqu'un dans un certain état psychologique; Faire le nécessaire pour conserver un objet, un lieu, le maintenir en bon état de propreté ou de fonctionnement.


Traduzido por "entreter" nas versões brasileiras, quando na verdade tem outros significados, tais como "sustentar", "manter", "reforçar", etc.

5 .  Outras situações

Há uma enorme diferença entre épocas no que toca ao uso das palavras. Não podemos estranhar, pois, o uso de adjetivação certamente desajustada dos modelos comunicativos da atualidade.

OUTRAS VOZES

Partilhamos o comentário de João Alberto Vendrani Donha, no seu blog donhaespirita.blogspot.pt/,  a respeito da tradução para português de Portugal dos nossos dias, que foi feita pelos autores da tradução de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, directamente do seu original em francês.

João Donha - Professor de Português e de História, poeta, escritor e notável estudioso e divulgador espírita de Curitiba, Paraná - Brasil


A primeira tradução para a língua portuguesa de um livro de Allan Kardec foi feita em 1862, pelo francês Alexandre Canu, secretário nas sessões da Societé Spirite. Trata-se do “O Espiritismo em sua mais simples expressão”, publicado em Paris pelo editor autorizado pelas duas coroas, brasileira e portuguesa, que bastante influenciou a entrada do espiritismo no Rio de Janeiro, segundo o próprio Kardec.


Depois disso, iniciaram-se as traduções das obras de Kardec para o português feitas por brasileiros e lançadas no Brasil. Posteriormente, edições dessas traduções passaram a ser feitas também em Portugal, com as costumeiras adaptações quanto às peculiaridades regionais do idioma. Adaptações feitas em toda a literatura. Só o Saramago não permitiu; por isso, suas obras são lidas no Brasil tal como escritas em Portugal.


Mas essa lacuna (a falta de uma tradução para o português de Portugal das obras de Kardec) começa agora a ser suprida pelo casal José da Costa Brites e Maria da Conceição Brites, com a publicação de “O Livro dos Espíritos”. Eu disse “começa”, porque o desafio é lançado, a ser cumprido por eles ou por outros, para que a tradução das demais obras de Kardec também se faça ao som da beleza original do nosso idioma, “última flor do Lácio, inculta e bela” como lembra Olavo Bilac em seu imortal soneto. 

E, podemos dizê-lo sem medo de exageros, lacuna preenchida de forma brilhante. Costa Brites e Maria da Conceição (ou, simplesmente São, como ela simpaticamente se coloca numa rede social) têm um excelente domínio do francês e perfeita consciência da dinâmica histórica a influenciar constantemente uma língua, de forma que, não fizeram apenas uma tradução para o português: fizeram uma tradução para o Século XXI. 

O cuidado com a expressão correta, clara e precisa dos conceitos transmitidos nesta obra (que se insere no rol das 

grandes obras sintetizadoras da cultura ocidental) norteou

seu trabalho. Um elucidativo, instigador e inteligente prefácio, somado às oportunas “Notas Finais” (que são referenciadas ao longo do texto em negrito e entre colchetes), tornam a leitura desta tradução perfeitamente digerível pelo iniciante no conhecimento espírita e, imprescindível para o estudioso aplicado da doutrina.


A primeira tradução para a língua portuguesa de um livro de Allan Kardec foi feita em 1862, pelo francês Alexandre Canu, secretário nas sessões da Societé Spirite. Trata-se do “O Espiritismo em sua mais simples expressão”, publicado em Paris pelo editor autorizado pelas duas coroas, brasileira e portuguesa, que bastante influenciou a entrada do 


A proposta de Costa Brites se resume num brado: “OLE – obra viva, obra aberta!” Pois, segundo ele me disse num e-mail: “a cultura espírita, os espíritas, sobretudo aqueles que têm o privilégio de falar com os Espíritos, nunca deveriam ter parado de avançar na pesquisa mediúnica, abrindo cada vez mais o património das informações”. E finaliza com um vibrante e oportuno desafio que, aliás, é também a minha opinião: “quem não estiver de acordo com o nosso trabalho, tem uma proposta antecipada que lhe apresentamos: façam uma tradução para proveito próprio, com todo o empenho e interesse cultural" (...) "No dia em que todos os espíritas tiverem feito uma tradução para seu próprio uso, talvez se tenham dados passos em frente, que nos expliquem de forma consistente ‘a natureza, origem e destino dos Espíritos e as suas relações com o mundo material’, com todas as respetivas facetas e horizontes”.



Enfim, eis a obra. “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, tradução de José da Costa Brites e Maria da Conceição Brites, Luz da Razão Editora, www.luzdarazao.pt, geral@luzdarazao.pt, Portugal, 2017.

Veja por si!

A EDITORA

A Luz da Razão é uma editora que se propõe investir no poder do livro como ferramenta fundamental para libertar consciências, destruir preconceitos e apresentar ideias que cada ser humano entenderá nos seus valores.


Temos, como bússola orientadora, os princípios iluministas, que estão patentes no nosso nome.


Pretendemos ser únicos na divulgação de obras que contribuam para o debate e desenvolvimento de uma visão humanista e integrada das pessoas, das artes, da ciência, da ecologia, da vida.


Conscientes da nossa responsabilidade social, será sempre mantida uma postura ética e profissional.


Queremos ser parte de uma sociedade mais justa e igualitária, pautada pela liberdade, de forma a promover a sustentabilidade ambiental e social do nosso mundo.

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